Qual é o tipo de previdência privada ideal para você?

Recebo muitas perguntas no perfil do Instagram sobre Previdência Privada, se vale a pena, quanto se deve investir mensalmente, qual é a melhor opção, etc…

Para ser bem sincero, apesar de ter estudado todas as opções de previdência privada, eu nunca investir nesse modalidade porque acredito que lido melhor com o meu dinheiro e não tenho muito o que descontar do meu IRPF porque sou empresário. Vou falar mais sobre essa percepção em um outro texto no futuro.

Mas o que é a previdência privada?

Falando um pouco sobre conceitos desse tipo de investimento, é importante destacar que a previdência privada é uma aposentadoria que não está ligada ao sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ela é complementar à previdência pública. Por não ser obrigatório, você tem total liberdade de escolher a periodicidade e o montante dos seus aportes.

Vou ficar rico com previdência privada?

Em geral, isso vai depender muito dos seus aportes e da sua habilidade em administrar aportes com montantes consideráveis e periódicos. Para investidores que querem potencializar seus ganhos, minha recomendação é uma boa educação financeira.

Ninguém gere melhor o seu patrimônio que você mesmo, então porque depositar toda a sua confiança (e seu dinheiro) em uma instituição?

Quais são os tipos de previdência privada?

O PGBL, ou Plano Gerador de Benefício Livre, é muito recomendado para pessoas com renda mais alta, pois o valor pago ao plano pode ser abatido no Imposto de Renda. Lembre-se que esse valor pode representar até 12% de sua renda bruta anual.

Porém, quando o dinheiro sinalizamos que desejamos sacar o dinheiro, o imposto pago é calculado com base no total que havia investido na sua previdência. Por exemplo, se esse valor for de R$ 800 mil, o imposto será cobrado sobre ele, e não sobre o resgate mensal.

Já o VGBL, ou Vida Gerador de Benefício Livre, não pode ser abatido no Imposto de Renda. Porém, quando o dinheiro é sacado, o imposto cobrado é referente ao que o dinheiro investido rendeu.

Em outras palavras, se o montante final é de R$ 800 mil, mas o rendimento bruto que houve ao longo dos anos dos seus aportes foi de R$ 400 mil, o imposto cobrado será referente a este último valor. Esse plano é indicado para pessoas que têm renda menor e que, por isso, declaram imposto nos formulários simplificados ou nem declaram imposto.

Nos planos de previdência privada, é possível escolher se a renda recebida será por um determinado período ou se ela será vitalícia. Quem faz o plano também pode determinar que os filhos e ou cônjuge continuem recebendo a renda se o investidor morrer.

Formas de tributação no resgate

Pensando no caráter fiscal da aplicação, há dois caminhos que podemos enquadrar nosso investimento no que se refere à tributação dos resgates em planos de previdência privada.

A tabela progressiva compensável é chamada progressiva porque tem alíquotas maiores conforme o valor resgatado e é compensável, pois despesas com dependentes, gastos com saúde e demais despesas dedutíveis no cálculo do imposto de renda podem reduzir o imposto a pagar. Normalmente essa tabela é revista anualmente pela Receita Federal. Podemos ver a tabela a seguir:

BASE DE CÁLCULO (R$) ALÍQUOTA (%) PARCELA A DEDUZIR DO IRPF (R$)
Até 1.903,98
De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80
De 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13
Acima de 4.664,68 27,5 869,36

Um ponto muito importante sobre esse regime de tributação, é que se você fizer o resgate após os 65 anos, os rendimentos dobram de valor para representar a alíquota correspondente.

Já se considerarmos a tabela regressiva definitiva, que possui esse esse nome porque as alíquotas são menores quanto maior o tempo que o recurso fica aplicado, é a mais indicada para quem pretende acumular recursos durante um longo período, por dez anos ou mais.

Isso porque quanto mais tempo você permanecer no plano, menor será a alíquota do IR na hora do resgate ou do início do recebimento da renda. Podemos visualizar como isso ocorre na tabela a seguir:

Período da aplicação Alíquota do IR (%)
Até 2 anos 35
De 2 a 4 anos 30
De 4 a 6 anos 25
De 6 a 8 anos 20
De 8 a 10 anos 15
Acima de 10 anos 10

E quais são as taxas cobradas?

Existem taxas que podem ser cobradas do investidor, por isso é muito importante ficar atento e cobrar do seu banco ou corretora sobre quais taxas serão cobradas na sua previdência privada.

Uma delas é a taxa de carregamento, que é uma taxa cobrada em cima de cada aporte realizado para o fundo, ou seja, toda vez que você aplicar o seu dinheiro, o gestor da previdência vai descontar uma porcentagem dessa aplicação.

Outra forma de taxar o investidor é a taxa de administração, que incide sobre o patrimônio líquido do fundo. A justificativa dessa cobrança é a gestão financeira dos recursos da reserva previdenciária. Ao olhar para a taxa de rentabilidade do fundo de investimento onde estão aplicados os recursos de sua reserva previdenciária, a taxa de administração já estará considerada.

Por fim, há a taxa de saída sobre o valor acumulado, que é aplicada quando o investidor decide começar a resgatar a sua previdência. Em geral, essa taxa têm caído em desuso por parte dos gestores.

Espero que você tenha gostado desse artigo e que tenha te ajudado a planejar a sua Carteira de Sucesso, seja com Previdência Privada ou não. Se você acredita que é capaz de montar a sua aposentadoria por conta própria e gostaria de aprender mais sobre investimentos, há um plano de mentorias que pode te ajudar a começar a planejar os seus investimentos. Você encontra maiores informações NESTE LINK.

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