Não dependa da previdência do governo

Por ser um assunto que está em alta e tem gerado muitas opiniões controversas, decidi abordar um pouco este tema e direcionar para pessoas que possuem muita insegurança na reforma da previdência que está por vir.

É sabido que essa reforma exigirá de nós um pouco mais de trabalho e adaptação, não que ela será ruim, ela é NECESSÁRIA e acredito que trará muitos benefícios a médio-longo prazo, especialmente porque aparenta ser um modelo mais sustentável, trazendo a garantia de que quando nós nos aposentarmos, teremos direito a tudo que pagamos ao longo da vida.

A vida não é fácil para quem depende apenas da previdência pública

O ciclo natural do trabalhador brasileiro ser: trabalhar, contribuir para o INSS, pagar imposto de renda e se aposentar. Apesar disso, não é fácil o mundo das pessoas que vivem apenas da previdência pública. É muito comum encontrarmos pessoas que passam muita necessidade.

Isso ocorre porque o benefício federal não é reajustado de acordo com a inflação e, quando o trabalhador se aposenta, na grande maioria dos casos, a diferença entre o salário e sua aposentadoria é significante, exigindo uma grande adaptação.

Por isso que vemos diversas empresas que disponibilizam crédito para aposentados e pensionistas, porque na grande maioria dos casos eles dependem de uma renda maior para viver, mas acabam contraindo dívidas que não podem pagar.

Rendimentos públicos não remuneram adequadamente

Uma das grandes conquistas da CLT no momento em que ela foi criada e que deveria ser um suporte à aposentadoria, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) remunera em torno de 3% ao ano. Isso é menos da metade da atual taxa de juros básica – SELIC -, que está em 6,5%. Rende menos inclusive que a poupança, que está rendendo 4,55%.

Pior ainda, os 3% de rendimento do FGTS rendem menos que a INFLAÇÃO, que no ano de 2018 fechou em 3,75%. Uma considerável perda para o trabalhador que confia no governo para cuidar do seu dinheiro. Espero que este reforma e as próximas possam olhar com mais carinho para os trabalhadores.

A importância de investir por conta própria

O cálculo da previdência não é muito simples, mas buscando simplificar o raciocínio, imagine um trabalhador que durante 35 anos contribuiu para o INSS com o cálculo base de salário mínimo. Imaginando um valor fixo de R$ 79,84 (cotação atual), o trabalhar se aposenta com o salário mínimo vigente, hoje em R$ 998.

Se o trabalhador investisse em uma carteira de investimentos própria durante todos esses anos, considerando o rendimento do Tesouro Selic, ele obteria um montante aproximado de R$ 130.804,95. O equivalente a um salário mensal de R$ 1.090 por 10 anos, que acrescido ao salário da aposentadoria, pode dar uma estabilidade muito importante para o aposentado.

O início é sempre mais difícil

Para o investidor iniciante, a quantidade de siglas é realmente assustadora. Tenho visto muito a confusão dos meus alunos quando se deparam com a enormidade de opções. Por isso, foque no que é mais simples no primeiro momento, especialmente para você ir criando o hábito de investir e “tomar gosto” por isso.

Eu já escrevi outros artigos aqui no site que podem te ajudar nesse início:

Espero ter te ajudado a refletir sobre a opção de investir por conta própria para não depender somente da aposentadoria federal, e que você tenha gostado desse artigo. Se você gostou, compartilhe com seus amigos e siga meu perfil no Instagram para não perder nenhum conteúdo.

E se você quiser aprender mais sobre como começar a montar a sua previdência privada, conheça meu programa de mentorias nesse link.

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